Você já se perguntou por que, mesmo querendo um relacionamento saudável, acaba se envolvendo com pessoas que te fazem sofrer?
Ou por que certos padrões se repetem, mesmo quando você tenta fazer diferente?
A Terapia do Esquema oferece uma explicação profunda para isso: nossas escolhas amorosas não são aleatórias — elas estão diretamente ligadas aos esquemas emocionais que desenvolvemos ao longo da vida.
Neste artigo, vou te explicar como isso acontece na prática, como os esquemas influenciam suas relações e trazer exemplos reais que podem te ajudar a se reconhecer.
Na Terapia do Esquema, os esquemas são padrões profundos que envolvem:
Eles se formam, geralmente, na infância e adolescência, a partir das nossas experiências — principalmente quando necessidades emocionais importantes não são atendidas.
Esses esquemas passam a funcionar como “lentes” através das quais você vê:
E, sem perceber, você começa a buscar relações que confirmam esses padrões.
A explicação pode parecer contraintuitiva, mas faz muito sentido quando você entende o funcionamento dos esquemas:
➡️ O que é familiar parece seguro — mesmo que seja doloroso
➡️ Existe uma tentativa inconsciente de “resolver” histórias antigas
➡️ Há uma coerência interna: você se relaciona de acordo com o que acredita sobre si
Ou seja: você não escolhe apenas com base no que quer — mas também no que aprendeu a esperar.
Os esquemas costumam aparecer nos relacionamentos de três formas principais:
Você entra em relações que confirmam exatamente aquilo que você teme.
Você evita se envolver profundamente para não ativar o esquema.
Você reage ao esquema tentando provar o contrário — mas de forma exagerada.
Agora vamos para a parte mais importante: como isso aparece na prática.
Crença central:
“As pessoas vão me deixar.”
Como aparece nos relacionamentos:
Exemplo:
Você conhece alguém que demonstra interesse no início, mas depois se afasta. Isso te gera ansiedade — mas, ao invés de sair da relação, você se envolve ainda mais, tentando “segurar” a pessoa.
Crença central:
“Não sou bom o suficiente para ser amado.”
Como aparece:
Crença central:
“Ninguém vai atender minhas necessidades emocionais.”
Como aparece:
Crença central:
“As necessidades dos outros são mais importantes que as minhas.”
Como aparece:
Crença central:
“Preciso ser perfeito.”
Como aparece:
Crença central:
“As pessoas vão me machucar.”
Como aparece:
Porque esses padrões não são apenas “comportamentos” — eles estão ligados a:
Além disso:
Quando alguém chega em terapia trazendo esse tipo de repetição amorosa, o trabalho não é simplesmente orientar “escolha melhor” — porque, na prática, isso não funciona sem um entendimento mais profundo.
A atuação de uma psicóloga do esquema nesses casos envolve um processo estruturado e emocionalmente profundo:
A psicóloga te ajuda a identificar:
Aqui, você começa a enxergar o padrão com clareza — algo que muitas vezes ainda está automático.
Não é só “o que você faz”, mas por que você faz.
A psicóloga conecta suas escolhas amorosas com:
Isso muda completamente a forma como você entende suas relações.
Um diferencial da Terapia do Esquema é não ficar apenas no nível racional.
A psicóloga conduz técnicas que ajudam você a:
Esse processo reduz a intensidade emocional que mantém o padrão ativo.
Durante as relações, diferentes “partes” suas entram em ação (modos), como:
A psicóloga te ajuda a:
Com o fortalecimento do chamado “adulto saudável”, você começa a:
A própria relação com a psicóloga é usada como ferramenta de mudança.
Nesse espaço, você pode:
A Terapia do Esquema atua em diferentes níveis para transformar essas escolhas:
Você começa a reconhecer seus esquemas e como eles influenciam suas relações.
Não é só entender — é sentir e elaborar experiências que marcaram você.
Você aprende a fazer escolhas diferentes — mesmo que inicialmente pareçam desconfortáveis.
Uma parte mais equilibrada de você passa a guiar suas decisões.
A forma como você se relaciona não é aleatória — ela faz sentido dentro da sua história.
A Terapia do Esquema mostra que suas escolhas amorosas estão profundamente conectadas aos seus esquemas emocionais. E, mais importante: esses padrões podem ser transformados.
Se você sente que está preso em ciclos que se repetem, talvez não seja falta de vontade de mudar — mas sim a necessidade de entender, com mais profundidade, o que está por trás dessas escolhas.
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